Monocristalino
As células vêm de um lingote de cristal único de silício, o que reduz defeitos e aumenta a eficiência. Têm cor escura e uniforme. A arquitetura PERC, com camada de passivação na face traseira, foi o padrão por vários anos.
Um sistema solar é a soma de peças com funções bem definidas: gerar, converter, proteger, sustentar, conectar e, às vezes, armazenar. Conheça cada uma delas, sem marcas e com foco no que importa tecnicamente.
O módulo é formado por células ligadas em série, encapsuladas entre vidro e uma folha traseira (ou um segundo vidro), com moldura de alumínio e caixa de junção. O que muda entre os tipos é a forma como as células são produzidas e montadas.
As células vêm de um lingote de cristal único de silício, o que reduz defeitos e aumenta a eficiência. Têm cor escura e uniforme. A arquitetura PERC, com camada de passivação na face traseira, foi o padrão por vários anos.
Produzido a partir de silício fundido que solidifica em vários cristais. É reconhecível pelo tom azulado e "granulado". Mais barato de fabricar no passado, perdeu espaço por ter eficiência menor.
As células são cortadas ao meio, e o módulo passa a ter duas metades ligadas em paralelo. A corrente em cada célula cai pela metade, o que reduz perdas resistivas e melhora a tolerância a sombras em parte do módulo.
Sigla de Tunnel Oxide Passivated Contact. Usa silício tipo n e uma camada de óxido ultrafina com silício dopado para reduzir perdas nos contatos. Tornou-se a arquitetura predominante em módulos novos.
Capta luz pelas duas faces. A traseira aproveita a luz refletida pelo solo (albedo), com ganho que depende da altura e da superfície abaixo. Muito usado em usinas de solo, geralmente em construção vidro-vidro.
Heterojunção (HJT) e contatos traseiros (back contact) também estão no mercado. Em laboratório, células tandem com perovskita superam o limite teórico do silício sozinho, mas ainda enfrentam desafios de durabilidade.
Na ficha técnica, compare potência (Wp), eficiência (%), coeficiente de temperatura (%/°C), garantia de produto e de desempenho e registro no Inmetro. Leia o guia de tipos de painel →
Escolha a categoria e marque as tecnologias que quer comparar. As descrições são gerais: o desempenho real depende de cada modelo e do projeto.
| Critério | Monocristalino (PERC) | Policristalino | Half-cell (meia célula) | TOPCon | Bifacial |
|---|---|---|---|---|---|
| Como é | Células de cristal único, cor escura e uniforme | Vários cristais, tom azulado e aspecto granulado | Células cortadas ao meio, módulo dividido em duas metades | Célula tipo n com contato passivado por óxido ultrafino | Capta luz pelas duas faces, geralmente vidro-vidro |
| Eficiência típica | Alta | Menor | Alta | Muito alta | Alta (frente) + ganho traseiro |
| Comportamento no calor | Bom | Regular | Bom | Muito bom | Bom |
| Onde se destaca | Telhados residenciais e comerciais | Sistemas antigos e aplicações de baixo custo | Telhados com sombras parciais | Módulos novos de alta potência | Usinas de solo e estruturas elevadas |
| Prós |
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| Contras |
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| Critério | Inversor string | Microinversor | Otimizador + inversor | Inversor híbrido |
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| Como funciona | Um equipamento recebe strings de módulos em série | Um inversor por módulo ou por poucos módulos | Otimizador em cada módulo e conversão em inversor central | Gerencia módulos, baterias e rede |
| Sombras parciais | Sombra em um módulo pode afetar a string | Efeito restrito ao módulo sombreado | Efeito reduzido por módulo | Similar ao string |
| Monitoramento | Por inversor ou por string | Módulo a módulo | Módulo a módulo | Inclui estado da bateria |
| Onde se destaca | Telhados uniformes, comércio e indústria | Telhados recortados ou com sombras | Projetos que pedem rastreamento individual | Sistemas com armazenamento |
| Prós |
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| Contras |
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Prendem os módulos ao telhado, à laje ou ao solo e precisam resistir ao peso, ao vento e à corrosão por décadas.
Grampos intermediários e finais prendem os módulos aos trilhos. Em regiões litorâneas, materiais e parafusos devem ser adequados a ambientes agressivos.
Caixa de proteção instalada entre os módulos e o inversor, no lado de corrente contínua. Costuma reunir:
Muitos inversores já integram parte dessas proteções. A necessidade e a configuração da string box são definidas no projeto. Leia sobre string box →
No lado de corrente contínua, usam-se cabos próprios para sistemas fotovoltaicos, com isolação resistente a radiação ultravioleta, temperatura e umidade. A seção é dimensionada para a corrente das strings e para limitar a queda de tensão.
Os módulos são interligados por conectores de engate rápido com vedação. Uma regra importante: conectar apenas peças compatíveis entre si. Conectores de modelos diferentes podem ter tolerâncias distintas, criando mau contato, aquecimento e risco de arco elétrico.
No lado de corrente alternada, valem as regras gerais de instalações elétricas de baixa tensão, com circuito exclusivo, disjuntor, DPS e aterramento definidos em projeto.
Presentes em sistemas off-grid e híbridos, guardam energia para uso posterior. Nos sistemas novos, predominam as de lítio-ferro-fosfato (LiFePO₄), com sistema eletrônico de gerenciamento (BMS) que controla carga, descarga e temperatura. Baterias de chumbo-ácido ainda aparecem em sistemas isolados mais simples.
As descrições desta página são gerais e não substituem a ficha técnica de cada equipamento nem o projeto feito por profissional habilitado.